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Out 07

 

 

 

 

   Sou obcecada por ti.

   Ao longo dos tempos, vim-me a viciar em ti. Tornaste-te numa obsessão para mim.

   Não sei se isto é bom ou mau, mas, normalmente, a palavra obsessão está associada a algo negativo.

   Aprendi muitas coisas contigo, mas agora, fazendo uma avaliação da nossa relação, dou-me conta que caímos numa espécie de rotina. Não gosto desta sensação, preciso de ter um "factor surpresa" na minha vida.

   Sei que algo está mal connosco. Gostava era que entendesses isso também.

  O facto de já namorarmos há vários anos não significa, nem é motivo, para nos "desleixarmos" na demonstração dos afectos e dos sentimentos. Nada na vida é garantido. Num segundo, tudo o que levámos tanto tempo a conseguir, pode desaparecer.

   Com isto não estou a dizer que quero que desapareças da minha vida. Como disse no início, tu és a minha obsessão. Estou de tal maneira habituada a ter-te na minha vida, que já não me consigo imaginar sem ti. Quando penso no meu futuro, és tu que estás lá... ao meu lado...

   Não te quero afastar de mim... Muito pelo contrário, quero é que te aproximes mais de mim. Quero voltar a sentir o carinho que demonstravas no início do nosso namoro. Quero que me dês mais atenção, mais afecto, mais apoio... Quero que consigas perceber quando estou feliz, triste ou zangada. Será assim tão difícil?!

   Não me quero tornar numa namorada chata, que está sempre a perguntar onde estás, o que estás a fazer ou com quem estás... mas... a nossa relação não é fácil, até poderia ser se não fosse devido à distância. A distância é inimiga da confiança.

   Eu confio em ti, ou pelo menos faço por isso, mas sabes que sou ciumenta e um pouco insegura, se não dizes nada o dia todo, começo logo a criar macaquinhos na minha cabeça. Custa muito dizeres só se está tudo bem e o que estás a fazer?!

   Não quero ser possessiva, nem te quero sufocar, mas se me dissesses algo já não te chateava tanto.

   Quando me disseste que este fim de semana não podias vir cá, disseste logo que sabias que te ia matar por não vires. De facto, fiquei bastante chateada e triste. Já é o segundo fim de semana que cancelas e há dois meses que não estamos juntos. Já não suporto ver casalinhos na rua a abraçarem-se. Tornei-me numa pessoa frágil, carente, ciumenta e, acima de tudo, invejosa (coisa que odeio!)!

   O facto de já termos falado tantas vezes em casamento e filhos, parece que te fez crer que sou um dado adquirido na tua vida. Não gosto que penses assim, eu não sou algo garantido!

   O amor é como uma planta: tem de ser regado todos os dias; tem de receber carinho constantemente; tem de ser alimentado... se não fizermos isto tudo, aos poucos ele vai morrendo.

   Eu não quero que a nossa planta morra, mas também não quero ser a única a rega-la.

   Dá-me mais atenção e mais carinho, é só isso que te peço.

 

 

Amo-te imenso mesmo

 

 

 

 

Escrito por Someone Else às 17:56

Passo todos os dias pelo teu blog, mas é de má educação identificar-me com o que escreves e não comentar. Peço desculpas!
Sempre quis deixar uma palavra amiga e os parabéns pelo belissimo espaço que criaste. Pois bem, aqui fica a oportunidade.
E neste post pq? Pq desde a 1ª palavra até ao ultimo ponto final... visualizei-me a escrever essa carta!
O facto é que o que se passa ctg (pelas descriçoes que tenho vindo a ler) é exactamente o que se passa comigo e com o meu namorado. Infelizmente. Para além de ser ele no céu e sexo na terra, o facto de o carinho já não ser da mesma quantidade que era no inicio da relaçao (há +/- 2 anos atras) incomoda-me profundamente. Eu apercebi-me de que para ele as manifestações afectivas não são precisas todos os dias mas tb já lhe expliquei que para mim são! Pq tudo o que criamos juntos não foi através do ar...
Por um lado, fico aliviada por não ser a única pessoa a passar por este tipo de situação. Não queria nem acreditar que alguma coisa estivesse mal entre nós... mas por outro... Eu sei bem qual é essa dor!
Mas tudo se vai resolver... vamos lutar por isso!

Um beijinho enorme e muita força!
Carolina a 19 de Outubro de 2007 às 19:55

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